Já que a gente não tem patrão e nem carteira assinada para dizer qual é o salário no fim do mês, de algum lugar o número mágico precisa sair, não é mesmo? E qual será esse número mágico?

Bom, a grande vantagem é que ele pode ser qualquer coisa que você sonhar, desde que esteja disposto a trabalhar por isso. E, claro, saber cobrar. E, mais importante, saber que nem tudo são flores e alguma coisa vai ficar para trás no caminha da fama e da fortuna.

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e se você não tem uma árvore de dinheiro, você pode fazer uma!

Mas, antes de nos preocuparmos em milhões e milhões, logicamente, o negócio precisa decolar e nas artes visuais e no artesanato, a briga é boa. Por sorte, sempre haverá como chegar em um outro (e mais importante) número mágico que é o valor da unidade mínima do nosso trabalho.

Isso quer dizer: quanto vale a minha hora? E quanto eu preciso ganhar para poder sobreviver? Qual é o meu lucro e o meu prejuízo? Sim, você tem lucro e tem prejuízo. Não é porque você só sai de casa para trabalhar que o seu tempo parado não represente prejuízo. Afinal, as contas de casa estão aí para serem pagas no final do mês.

Dinheiro fixo todo mês ou acordar tarde na segunda feira? Hummmm...

Dinheiro fixo todo mês ou acordar tarde na segunda feira? Hummmm…

Se você tiver uma empresa (açougue, banca de jornal, padaria, posto de gasolina) o equilíbrio das contas fica mais visível (mas mais difícil): compra de estoque, salário de funcionário, aluguel, luz, água, telefone, embalagens, etc, tudo são despesas. Mas e se você é um músico? Ou artista plástico? Ou ator? Ou artesão?

Sendo artista, o “escritório” provavelmente seja dentro da sua casa. Isso quer dizer que sua empresa (ou seja, sua carreira artística) acorda todos os dias de manhã no primeiro dia útil do mês em dívida. E para saldar essa dívida? Vamos trabalhar. Mas quanto é necessário trabalhar?

Aqui é que entra a revolução tecnológica. Já tem gente incrivelmente preocupado com isso e pensando em ferramentas incríveis.

 

Ferramenta bacaninha de custo #1

Primeiro, valor de hora de trabalho. Quanto Custa minha Hora de Trabalho é uma ferramenta muito simples, mas já dá uma dica de para que lado seguir. É simples: quanto você quer ganhar por mês, quanto você quer trabalhar por mês e pronto. É uma divisão simples.

É claro, economia doméstica não funciona exatamente assim. Você precisa levar em consideração que alguns custos são fixos, ou seja, custa o que custa, quer você trabalhe muito ou trabalhe nada. É o caso do seu aluguel, que é o mesmo todo mês, mesmo quando você está de férias. E existe custos variáveis, que são custos proporcionais à sua produtividade, ou seja, quanto mais você produzir, mais vai comprar matérias primas e, portanto, esse custo aumenta.

 

Ferramenta bacaninha de custo #2

Adivinha se alguém já não pensou nisso também: conheça a Calcularte, a calculadora do preço do seu trabalho (artistas plásticos, artesãos, etc).

 

Ferramenta bacaninha de custo #3

E quer saber? Tem mais: quando você tiver seu trabalho andando e ainda souber quanto vale cada unidade, você também pode começar a se preparar para levar seu produto para vôos mais altos. Um rapá chamado Tiago Dalvi inventou uma plataforma de vendas chamada Olist que promete conectar você com grandes varejistas, tais como Casas Bahia, Walmart, Ponto Frio, Americanas, etc.  Coisa fina, hein?

Agora sim, podemos voltar a pensar em milhões!

scrooge

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